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Política

22/09/2020 17:18

O retorno da fome no Brasil e a insistência nas reformas liberais

Demonstramos nos artigos, A teoria liberal e a tendência ao aprofundamento da crise no Brasil e Os eixos centrais da política econômica do governo Bolsonaro e a tendência ao colapso na Economia, que o liberalismo econômico tende a ELEVAR a crise econômica vivida no Brasil e até mesmo levar o País ao colapso.

                        Destacamos que a teoria liberal vem sendo reaplicada no Brasil desde o golpe, com Michel Temer, mas que no governo Bolsonaro, o liberalismo econômico vem sendo aplicado a passos largos.

                        Os resultados da teoria liberal, reiniciada pelo governo Temer, comprovam tudo que foi descrito nos artigos anteriores, onde concluímos que qualquer cidadão brasileiro que é favorável à política econômica liberal, está fadado a ser um futuro desempregado, se trabalhador, ou futuro falido, se empresário. O que não havíamos destacado é que também, com a política liberal, a tendência é inúmeras famílias voltarem a passar fome.

                        Dados recentes de pesquisa do IBGE, demonstram que em apenas 2 anos após o golpe contra Dilma e o PT (que foi um golpe contra os trabalhadores do país), conseguiram acabar com mais de 12 anos de política de redução da fome e da pobreza no país.

                        De acordo com o IBGE, de 2004 a 2013, a segurança alimentar, ou seja, o percentual de famílias com alimento na mesa e que não passavam fome, elevou de 65,1% para 77,4%, entretanto, em apenas 2 anos de reinicio das políticas liberais no país, de 2017 a 2018 (ano do governo golpista de Temer), esse percentual caiu para 63,3% dos domicílios.

                        O resultado foi que de 2013 pra cá houve uma elevação de quase 23% das famílias brasileiras com Insegurança alimentar, ou seja, 36,7% dos domicílios do país possuem situações em que as pessoas estão passando fome ou com grande possibilidade de passar.

                        A mesma pesquisa do IBGE, demonstra que a Insegurança Alimentar das famílias com restrição na quantidade de comida na mesa, elevou 76,1% em relação a 2013 e para as famílias que passam fome (sem alimento mesa) a elevação foi de 43,7%.

                        Esses são resultados da política liberal reiniciada por Temer, que em apenas 2 anos, conseguiu elevar o quadro de fome no Brasil, a um patamar que não se via desde 2004, mas o pior, é que a mesma teoria liberal ou teoria que na prática leva as pessoas à fome, é aplicada ainda mais forte pelo Governo Bolsonaro, o que induz a concluir que a fome no país tende a se elevar.

                        No início de 2020, primeiro trimestre, antes da crise do Coronavírus, os dados demonstravam queda na atividade econômica e elevação do desemprego, fruto da política liberal amplamente aplicada no país.

                        Com a Pandemia, maquiou-se os resultados negativos que viriam em sequência, posto que, a redução drástica na atividade econômica do país devido a necessidade de isolamento social, fez com que aparentasse que vivíamos em situação normal, caso não ocorresse a pandemia, o que não é verdade.

                        Não precisamos nem mencionar, o desastre que foi o presidente e sua equipe, na (des)coordenação no controle e prevenção da doença, pois, é estampado diariamente nos meios de comunicação, inclusive, pelo próprio governo com as diversas divergências e demissões de Ministros da Saúde.

                        Outro destaque é que com a Pandemia, o Governo e sua equipe Econômica foi obrigada a esquecer a teoria liberal e aplicar a teoria keynesiana, com o chamado plano mansueto e demais políticas adotadas, com forte intervenção do Estado na economia, ou seja, o Coronavírus demonstrou em pouco tempo que a teoria liberal é falida e não consegue tirar a economia do buraco.

                        Entretanto, mesmo o governo Bolsonaro e sua equipe econômica terem constatado na Pandemia que o Liberalismo econômico não funciona, muito menos, possui condições de tirar o Brasil da crise, insistem em retornar com as reformas, tendo já enviado ao congresso a Reforma administrativa, que nada mais é que retirar direitos e desproteger o servidor mais pobre, na tentativa de retornar o chamado fisiologismo político, onde as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses privados, em detrimento da população, estritamente ligado a corrupção.

                        A reforma administrativa apresentada por Bolsonaro, além de ser um dos pontos principais da teoria liberal, com vista, a apequenar o Estado para o trabalhador e agigantar para o grande Capitalista e rentistas, faz, ainda, com que os servidores realizem suas atividade não de acordo com a legislação e o interesse do povo, mas de acordo com o governo que está no poder, tendo em vista, não possuírem estabilidade e, consequentemente, serem obrigados a cumprir as ordens do superior, mesmo que ilegal, com medo de perder o emprego, como ocorre na iniciativa privada.

                        Finalizando, o povo brasileiro, particularmente os trabalhadores, precisa compreender que o que vivemos é fruto da malfadada política liberal e que não é só Bolsonaro e sua trupe que são liberais, mas 100% dos partidos de direita no Brasil, inclusive, os “Novos”, basta, ver que mesmo havendo inúmeras divergências entre o Congresso Nacional e o presidente, eles sempre convergem para as reformas liberais que só retiram direitos dos trabalhadores sob o argumento falso de que é preciso reduzir o tamanho do Estado, mas essa redução sabemos que é para as classes mais pobres do país, posto que se agiganta para os grandes capitalistas e rentistas.


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