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Economia

07/04/2019 13:24 Da redação do Assimetria

Desempregados no Brasil chega a 13,1 milhões e série histórica comprova que política liberal só agravar a crise

Dados divulgados pelo IBGE demonstram 13,1 milhões de desempregados no país, um crescimento de mais de 892 mil pessoas desocupadas ou 7,3% a mais frente ao trimestre de setembro a novembro de 2018 que somava um total de 12,2 milhões.

                  Os dados divulgados pelo IBGE em março de 2019, sobre a taxa de desocupação no Brasil, demonstram que o desemprego (12,4%) em fevereiro de 2019 se elevou 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2018 (11,6%).

                       

                        Em outras palavras, esses dados demonstra um total de 13,1 milhões de desempregados no país, um crescimento de mais de 892 mil pessoas desocupadas ou 7,3% a mais frente ao trimestre de setembro a novembro de 2018 que somava um total de12,2 milhões.

           

                        Um dado preocupante é que o número de pessoas desalentadas (4,9 milhões) é recorde da série histórica, ficando estável em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2018 e subindo 6,0% (mais 275 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre móvel do ano anterior.

 

                        A série histórica, conforme gráfico abaixo, demonstra que desde 2016 as taxas de desempregos subiram consideravelmente, ano em que se consagrou o golpe parlamentar com Impeachment da presidente Dilma Rousseff e se reimplantou a agenda liberal no País.

 

                        Vejamos que até 2015 a taxa de desemprego mais elevada no trimestre foi de 9%, se elevando consideravelmente no ano de 2016, iniciando com 9,5% no início do ano, chegando a 12% no final de 2016.

                       

                        Relembrando que no ano de 2017 foi aprovada a reforma trabalhista, onde foi retirado inúmeros direitos dos trabalhadores sob o argumento de necessidade de retirar o país da crise com geração de empregos, entretanto, os dados demonstram que tal política em nada alterou o desemprego no país, modificando apenas a precariedade nas relações trabalho, com a elevação de trabalhadores informais.

 

                        Conforme dados do IBGE, mesmo no período em que houve leve redução do desemprego, houve também a elevação do trabalho informal com redução do número de trabalhadores com carteira assinada.

                       

                        Vejamos algumas reportagens que comprovam que a reforma trabalhista serviu apenas para modificar a forma de trabalho formal (com direitos e carteira assinada) para o trabalho informal.

 

     Desemprego cai, mas aumento do trabalho informal dificulta retomada da economia https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/08/31/desemprego-cai-mas-aumento-do-trabalho-informal-dificulta-retomada-da-economia.ghtml

 

        IBGE: Informalidade cresce e atinge 37,3 milhões de trabalhadores em 2017... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2018/12/05/ibge-trabalhadores-informalidade-brasil-2017.htm

 

                        Tais dados corroboram com a conclusão de que a expansão da agenda do liberalismo econômico no Brasil tende a elevar o desemprego e a crise no país, conforme exposto no artigo A TEORIA LIBERAL E A TENDÊNCIA AO APROFUNDAMENTO DA CRISE NO BRASIL e que os eixos centrais da política econômica do governo Bolsonaro tendem a levar a economia ao Colapso, veja mais em Os Eixos Centrais da Política Econômica do governo Bolsonaro e a tendência ao colapso da economia 

 

 

 


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